Definindo o Myobrace™
Posicionadores existem há quase tanto tempo quanto a Ortodontia. Eles normalmente são utilizados para contenção, e, mais recentemente, para completar o tratamento ortodôntico. Aparelhos funcionais também têm uma longa história, na mesma tentativa de serem a resposta completa. Todos eles têm vantagens e desvantagens. Assista ao vídeo sobre o MYOBRACE™ no cdrom ou em www.myobrace.com para mais informações.
Em 1991, o Sistema TRAINER™ foi introduzido primeiramente com o TRAINER™ Pré-Ortodôntico (T4K™). O Sistema se expandiu para o T4B™ e o T4A™, para uso com e sem braquetes na dentição permanente. Efetivamente, o Sistema foi projetado para correção de hábitos, com algumas propriedades de alinhamento dentário associadas. Não podia ser definido como um posicionador nem como aparelho funcional, embora partilhasse de algumas características de ambos ancestrais.
Em 2004, o MYOBRACE™ foi projetado de forma totalmente diferente. Ele emprega o conceito dos posicionadores, aprimora-o para melhor cooperação do paciente e alinhamento dentário, e ainda, adiciona o que se aprendeu sobre correção de hábitos com o Sistema TRAINER™, usado por mais de uma década.
Um novo conceito em ortodontia
Muitos, inclusive Graber, dizem que a Ortodontia tem dependido demais dos braquetes, como se estes fossem a solução perfeita.
Após sua introdução por Angle, há 100 anos atrás, passando pela era tecnológica, aparelhos com diferentes tipos de braquetes ainda apresentam muitas desvantagens. Uma das principais é a recidiva, que atormenta os ortodontistas.
O princípio de movimentação dentária é bem conhecido. Forças leves, de inclinação e torque, junto com a correção da forma do arco para ganhar em comprimento. As extrações realmente não auxiliam na estabilidade, como Little já demonstrou, mas são empregadas pela conveniência de ganho de espaço.
Quando os princípios ortodônticos são avaliados em seu nível mais básico, fica claro que há métodos alternativos para obtenção do alinhamento dentário que não através de sistemas de braquetes. A correção simultânea de hábitos dos tecidos moles, tais como interposição lingual e deglutição atípica, têm, recentemente, recebido atenção renovada. A MRC voltou suas atenções para essa área, insistindo que esta é a chave para melhorar a estabilidade.
Objetivos do design
A Odontologia já está familiarizada com posicionadores pré-fabricados, com canais dentários individuais, feitos para alinhar ou conter os dentes. Estes dispositivos removíveis, assim como os posicionadores, alinhadores, aparelhos pré-moldados e as diversas variações disponíveis no mercado, demonstraram graus variados de efetividade nos últimos anos.
Todos esses aparelhos tradicionais têm um fator limitante: são construídos por um único material. Um aparelho muito rígido apresenta um bom nível de resistência, mas perde em conforto para o paciente. Um material mais macio traz flexibilidade e conforto para o paciente, mas perde em forças suficientes para desenvolvimento do arco e alinhamento dentário.
De volta aos princípios com o Myobrace™
Você pode enxergar o MYOBRACE™ a partir dos princípios básicos. A estrutura interna age como o “fio” e a área externa atua sobre os dentes como os “braquetes”. Caso os dentes estejam mal-alinhados, você começa o tratamento com um fio mais leve (MBS™ Azul) e alguma expansão de arco (DynamiCore™). A posição mandibular pré-moldada em Classe I (como qualquer posicionador ou aparelho funcional) permite a correção das Classes II ou III se o tratamento for precoce (precoce para Classe III significa entre 6-8 anos). A vantagem adicional está nos dispositivos miofuncionais como o anteparo lingual e o bumper labial, para correção de hábitos que causam maloclusões. Estes foram incorporados a partir do Sistema TRAINER™. Pesquisas com o Sistema TRAINER™ mostram que ele reposiciona a mandíbula (Usumez, 2004), expande o arco, corrige a Classe II e melhora o alinhamento na maioria dos casos (Ramirez-Yañez, 2005a; Quadrelli, 2002). Todas essas características foram incorporadas ao Sistema MYOBRACE™.
Muitos profissionais ainda não aceitam a grande influência da língua e dos lábios na causa das maloclusões. Se for este o caso, sugerimos que visite a sessão de disfunção dos tecidos moles no website www.myoresearch.com e conheça mais sobre este importante causador de anomalias ortodônticas. Atualmente, a quantidade de informações é enorme (Ramirez-Yañes, 2005b).
Os braquetes e o fio estão fixos 24hs por dia aos dentes. Como pode algo de uso intermitente por 2hs diárias, além do uso noturno, ter influência significante na movimentação dentária e no tratamento das disfunções dos tecidos moles?
Esta é uma grande preocupação para os dentistas. A literatura científica demonstrou que o paciente precisa usar o aparelho funcional por um breve intervalo de tempo durante o dia para influenciar os músculos de forma a melhorar o padrão neuromuscular mastigatório (Sander, 2001). Além disso, três horas de estimulação contínua são suficientes para mover os dentes no periodonto e promover remodelação do osso alveolar (Roberts, 1997). Portanto, o uso intermitente (2 horas ao dia, associadas ao uso durante toda a noite) recomendado para o Trainer™, incluindo o MYOBRACE™, aplica estímulos suficientes para movimentar os dentes e corrigir a disfunção dos tecidos moles.
A grande vantagem sobre os outros sistemas tem dois aspectos. Sabemos que posicionadores e aparelhos removíveis podem mover dentes com essa ação intermitente se utilizado diariamente. O MYOBRACE™ tem maior cooperação do paciente por causa da sua tecnologia de dois materiais, e, depois que ele é removido, a língua e os lábios podem continuar o alinhamento devido às características exclusivas de reeducação miofuncional do MYOBRACE™. Observe no diagrama ao lado as forças exercidas pela língua e lábios. Revertendo constantemente a uma situação sem aparelho na boca, naturalmente desenvolve-se uma oclusão com boa função, e o posicionamento dentário tende a seguir a função da língua e do lábio, colocando os dentes e as forças musculares em harmonia. Aparelhos fixos tendem a obrigar os dentes a assumirem uma posição pré-determinada, com a conseqüência de que a remoção dos braquetes resulta no retorno dos dentes para seu posicionamento incorreto inicial. Isto está demonstrado por muitos artigos científicos ao longo dos últimos 50 anos.
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